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domingo, 21 de fevereiro de 2010

Sonhos de ano eleitoral

Começamos 2010 com dois eventos importantíssimos para os Brasileiros. A Copa do Mundo e as Eleições Presidenciais. A população ficará com a atenção dividida lá pro meio do ano entre os dois eventos. É claro que ao menos até Agosto a Copa do Mundo terá mais atenção nossa. Mas depois começará a frenética disputa, ao menos nos meios de comunicação em relação aos próximos 4 anos do nosso país.
Muitos não se preocupam com as questões políticas. Dizem que não tem solução os males que acontecem por aí. Outros se preocupam, mas de forma medonha transformam tudo isso num Fla-Flu de limites colossais. Independente da situação em que nos encontremos na batalha o resultado dela influenciará nossas vidas para o bem ou para o mal...
Sendo assim é necessário tomar partido e não ficar em cima do muro, acima do bem e do mal, como se todas as coisas fossem ruins. É claro que ninguém vai resolver todos os nossos problemas, a política não está aí para resolver problemas éticos ou morais, pois estes envolvem o ser na qualidade de indíviduo pessoal e não do ser como indivíduo público, cívico e político. Talvez por isso as pessoas se desanimem tanto com a política. É que confundimos os nossos representantes com pais dotados de poderes sobrehumanos, capazes de resolver nossos problemas mais íntimos e isso não se aproxima da realidade.
A realidade é que eles são espectros de nós mesmos, nos nossos piores defeitos e nas melhores qualidades e sendo assim não são perfeitos. Porém, a diferença entre nós e eles é que estamos aqui vivendo nossas vidas sem ter vida pública, enquanto eles estão lá no Executivo ou no Legislativo tomando decisões que podem influenciar a vida de muitos.
Votar é preciso, viver não é preciso, parafraseando Fernando Pessoa... E já que a vida política nos é impelida pela sociedade, por que não participar?
Política é um conceito antigo que os gregos utilizaram com primazia na sua sociedade. Era a vida da Pólis Grega e onde todos os cidadãos livres podiam se expressar. Hoje o conceito se desfez no imaginário popular como se fosse algo sujo e ruim, o que na verdade não é. Podemos e devemos participar de questões públicas, de dentro de casa até a Nação. Desde a organização da nossa casa até o modo como é gasto nosso dinheiro na forma de impostos.
Mas chegar a isso, a uma Democracia, onde todos tem direitos e deveres está longe. Não vai ser nessa eleição que resolveremos isso, mas o debate só contribui, vença quem vencer. Devemos estimular as ideias e fazer com que todos tenham seu direito preservado.
São sonhos de ano eleitoral de um jovem, mas quem sabe um dia se tornem reais...

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