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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Inconstante

Lá vou eu novamente inconstante em minhas escritas...

Mas Feliz Ano Novo... a quem venha ver este blog em algum futuro!

Abraços!

Felipe.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

A necessidade e a vontade

Era fútil a vida daquela senhora de 45 anos. De manhã cedo acordava antes do marido, preparava o café da manhã e levava a cama do homem, acordava-o com um beijo e um chamado, colocava a mesinha sobre a cama e ele comia reclamando que estava ruim e que haveria mais um dia de trabalho e que ninguém lhe dava sossego, mas a mulher caridosa não falava nada, na verdade nem ouvia, não havia sentido em ouvir o que o homem lhe dizia. Ela preferia enquanto isso andar e preparar a roupa do homem para que ele fosse trabalhar, colocava-a calmamente sobre o respaldar da cama. Enquanto o homem continuava dizendo impropérios a mulher seguia lentamente para sua rotina diária e com um andor que deixaria impaciente até mesmo uma tartaruga, uma vagareza que não demonstrava somente calma, mas demonstrava o próprio nervosismo, algo inútil de despejar logo de manhã. Foi ao quarto das crianças e acordou o casal. O garoto reclamava de ter que acordar cedo e ir pra escola, a garota reclamava por não estar achando aquela roupa maravilhosa que tinha para ir para a escola (na verdade a mãe nem sabia que a garota já namorava), contudo a senhora continuava com sua tarefa naquela paciência habitual. Ouvia ora uma reclamação dali, ora outro impropério de lá, mas não estourava, era um balão de elasticidade infinita. Encaminhados marido, filho e filha a mulher estava finalmente livre. A casa era somente sua agora. Neste momento poderia fazer aquilo que seu dia lhe reservava com extrema gratidão.
A louça estava em cima da pia e mal se via a torneira, as roupas para lavar enchiam o balde, as para secar não caberiam no pequeno varal do apartamento e as roupas para passar demandariam uma habilidade incrível daquela mulher. Mas isso não era tudo, ainda havia o chão para varrer e passar pano, havia a comida e o banho do cachorro e por fim o almoço para as crianças. Tantas tarefas não eram dificuldade para alguém já calejada pelo tempo, na verdade as tarefas eram muito simples e costumeiras para esta mulher. Decidida, tomou um gole de café e foi-se a pegar a vassoura, iniciou o movimento inicial, mas tão logo começou um pensamento lhe veio. Que tal ligar a televisão e assistir a algum programa da manhã, afinal ninguém saberia e ela merecia assistir àquela novíssima televisão de plasma 42´´ que o marido comprara (“Exclusivamente para diversão, mulher” – dissera o homem quando chegou com a televisão). Sentou-se no sofá, pegou o controle e entrou no vastíssimo mundo de som e cores, que havia sido planejado por diversas pessoas para amplo entretenimento diário, com cultura, esportes, jornalismo e programas. Ah, muitos programas. Programas de comida, programas de confusões de família e vizinhos, programas de fofoca e no intervalo de todos eles muitas propagandas. Aparelhos fantásticos se vendiam na televisão e tudo para comprar pelo telefone. Eram máquinas de fazer suco rapidamente (“a máquina da saúde” - dizia o anunciante), gravadores de disco em CD, câmeras digitais para parcelar em 1001 parcelas sem fim e com a comodidade de sempre. Ainda haviam cremes, óleos, aparelhos de ginástica com milhares de funções e modo de utilização. Além disso o vibrador de abdome que fazia emagrecer e cápsulas de emagrecimento que retiravam a gordura. Muitos, muitos produtos para a satisfação daquela senhora com o poder do controle remoto em suas mãos.
Pegou o telefone e foi atendida muito bem por ótimos atendentes de telemarketing. Comprou de tudo um pouco no cartão de crédito do marido que tinha um limite incrivelmente grande. A entrega seria rápida e logo ela teria o que sempre merecera, pois afinal trabalhara tanto para manter a família que chegara a hora de receber sua recompensa.
A porta tocou e lá estava o primeiro lote de equipamentos moderníssimos que iriam satisfazer todas as suas vontades. A mulher esqueceu a louça, as roupas, o chão e a comida dos filhos e ficou maravilhada de tão satisfeita que estava. Na realidade nunca estivera tão satisfeita na vida.
Os filhos não chegaram cedo naquele dia e a mulher não se preocupou muito, talvez estivessem na casa de amigos. O marido não ligou para ela como deveria ligar e nunca fazia, talvez fosse alguma coisa no serviço que impedia sempre de ligar para a mulher. Entretanto naquele dia nada iria lhe perturbar, pois o dia era dela.
Assim foi passando o dia, o sol foi caindo no céu e tudo foi escurecendo. Quando chegaram em casa os filhos encontraram a mãe sentada em frente a televisão com o controle remoto à mão, o fone do telefone na outra, um sorriso maravilhosamente estranho no rosto e um olhar vivo como nunca tinham visto antes. O marido chegou pouco tempo depois com espanto no rosto de ver tal cena.
Fora o melhor dia daquela mulher, na verdade o único em que vivera. Literalmente.

Longe... nem tanto

Publiquei dois textos criados há pouco tempo por mim. Neles eu expresso um pouco do absurdo, o qual, exagerado da forma que está talvez diga alguma coisa a alguém. É interessante ver que as coisas passam a nossa volta e não reparamos muito bem. Detalhes tão simples e idiotas, que ao percebermos vemos que realmente não são tão desprezíveis assim.
Eu ando lendo algumas coisas na internet que tem me deixado constrangido de viver em meio a coisas tão erradas, as quais eu não tinha reparado antes.
Acho que destas coisas as relações políticas são as que mais me incomodam, pois são as que mais podem mudar o destino. O destino de muitos. A política existe até nas mais simples relações que vemos, quando tentamos convencer as pessoas de nossa opinião utilizamos da oratória para impor nossa vontade, estamos num dos atos mais antigos que existe. Os gregos tinham a praça como o local do povo, da oratória, da discussão, enfim, da política.
Hoje em dia as coisas mudaram bastante, mas o princípio continua o mesmo. É na pólis em que se fazem todas as coisas, a cidade é o local onde trocamos experiências, emoções, criamos e resolvemos conflitos, criamos e desfazemos relações. Isso tem a ver com poder também. Não o poder fantástico visto nas grandes histórias, ou em novelas como "O Beijo do Vampiro" ou "Os Mutantes". Falo do poder humano, aquele que não é dado aos animais ter, pois eles não são seres culturais, são seres naturais. Através da nossa cultura levamos adiante valores, crenças, verdade e mentiras. Podemos usar o poder da cultura para tudo.
Esse poder infelizmente na nossa terra tem sido usado para fins bastante pessoais. Leiam os jornais e me digam se as notícias lidas realmente são verdadeiras, ou quem escreveu (pois sim, algum ser humano a escreveu) tinha o compromisso de ser isento (lembrando que já disse que creio que não podemos ser imparciais, mas quem sabe justos?). Acho que não tinha o compromisso de ser justo, nem imparcial.
Nosso país nos últimos anos tem visto muitas mudanças, não tantas quanto esperávamos ou queríamos, mas será que poderemos mudar em apenas alguns anos marcas profundas de nossa sociedade? Poderemos apagar em tão pouco tempo a marca da escravidão, do maltrato aos povos nativos, da opressão às mulheres, do poder militar que prendeu, matou e torturou tanta gente? Creio que não! Não podemos em pouco tempo consertar o que foi feito, mas com persistência e vontade podemos mudar aos poucos.
A imprensa, a mídia está aí para cumprir o seu papel de transmitir à população os fatos como são, mostrar coisas boas e ruins, mas sem o maniqueísmo que estamos acostumados a ver nas novelas. Está aí para mostrar como vai o governo, os países, o planeta, a vida do pobre e do rico, está aí para mostrar o que está acontecendo em locais que não vemos e também na esquina da nossa casa. As notícias são um instrumento valiosíssimo para todos nós, é através delas que chegaremos mais próximos da verdade (mesmo sabendo que não a alcançaremos nunca!).
Mas o que dizer quando o que vemos não corresponde a nada próximo da verdade? Quando vemos casos como o de Cesare Battisti se tornarem uma guerra política sem precedentes. Isso enquanto milhões morrem de fome no mundo. Quando vemos a defesa de governos que não tem compromisso com a sociedade serem enaltecidos, em favor de alguns poucos privilegiados. Isso tudo enquanto a violência devasta famílias, enquanto comunidades inteiras são obrigadas a conviver com o poder do tráfico, pois o Estado não existe lá. Estado o qual só age em frente às câmeras e que se rende facilmente ao poder das elites. E em torno disso tudo uma crise que promete devastar o mundo judaico-cristão ocidental (e capitalista) tal como conhecemos?
O que dizer? O que fazer?
Ficar parado é que não.

A Cidade Perfeita

Era uma vez uma cidade única. Seus habitantes eram belos, limpos, alvos, tinham um conhecimento inigualável, tinham idéias brilhantes. Seus governantes eram excelentes, não tinham falhas de qualquer espécie, faziam tudo do bom e do melhor, eram exímios na arte de governar. Os serviços de água, luz, esgoto, coleta de lixo e transporte funcionavam perfeitamente. Nunca houvera racionamento de água, uma queda de energia elétrica, um apagão nos telefones, não haviam ruas com lixo e não havia sujeira. A cidade brilhava em uma brancura ensurdecedora. Pois o branco era tal que para humanos comuns haveria um chiado leve, como fazem as televisões mais antigas da nossa sociedade, que ensurdecia a mente de qualquer um. Televisores, eletrodomésticos, carros e todos os artigos que em nossa realidade são o mais alto nível do luxo e modernidade, estes todos tinham, não havia uma casa sem computadores, IPODs, televisores finos e caros.
A vida era perfeita, entretanto numa análise mais acurada repararíamos que faltava algo, algo que nós estamos acostumados, não, não é o aumento do caos e da violência, nem o congestionamento infernal das 6 da tarde, também não era a tristeza (todos sorriam). Tudo corria perfeitamente, mas havia algo estranho no ar, pairava a falta, o vazio, mesmo tudo sendo tão branco, tão limpo, tão belo, tão perfeito. Ninguém poderia querer algo melhor, mas faltava alguma coisa.
Foi então que uma vez um humano comum passou por essa cidade, e seus habitantes não reconhecendo tal pessoa acharam estranho, mas foram solicitos e ajudaram ao viajante, pois sim só poderia ser um viajante. Ele trajava roupas estranhas, não eram brancas, não eram limpas, seu aspecto não era visivelmente saudável. Seus lábios leporinos geraram aversão em algumas das pessoas, sua pele escurecida e manchada, seus cabelos duros e sujos, seus dentes faltavam e não tinham o brilho habitual daqueles dos habitantes da cidade.
O guarda foi chamado para resolver o caso, nunca havia acontecido isso antes, nunca entrara alguém estranho na cidade, nunca houvera nada incomum naquela cidade, aquele lugar era somente paz. O guarda também não sabia o que fazer e chamou o chefe de polícia que olhou para a roupa andrajosa do caminhante e começou a espirrar e tossir, os habitantes também estranharam tal reação, os adultos jamais ficavam doentes naquela cidade. Olharam para o homem e pensaram logicamente que este era a causa de tal problema, decidiram chamar o prefeito para resolver o caso e expulsar tal homem. O prefeito veio balançando sua enorme barriga e fechando seu rosto para o transeunte que olhava perplexo para o que acontecia, mandou a guarda levar o homem embora e escorraçá-lo da cidade.
O homem falou pela primeira vez, consternado com tal reação e começou a gritar enquanto era empurrado pelos guardas em meio a multidão que havia se reunido no paço da cidade. Protestava gritando:
-Por favor senhores...
Mas nenhum dos guardas lhe davam oportunidade de falar.
-Por favor senhoras...
Mas nenhuma mulher foi capaz de deixar o homem falar.
-Por favor, OUÇAM!!!
Gritou o homem e ninguém intervinha no empurra-empurra que se fazia contra tal homem. Quando o homem chegava aos limites da cidade, acompanhado atrás de si pela multidão brilhante de tão alva, uma criança se interpôs entre a placa de limite da cidade e os guardas que empurravam o homem. Toda a população olhava perplexa para a cena. Nunca houvera uma só interposição naquela cidade, uma briga, uma discórdia, todos se davam tão bem, todos concordavam tanto entre si, que não havia necessidade para tal, mas a criança gritou.
-Parem! Ouçam o homem.
Estarrecido, o povo não discordou da criança, não havia discórdia. O contraste da alvura daquele local e o negror do homem foi incrível naquele momento e um silêncio extremamente cegante cobriu a cidade.
-Venho de outras terras buscando um lugar. - disse o homem com dificuldade depois da tanto esforço. - Lá falam de uma terra em que todos são felizes e tem paz sempre. Dizem que é a Cidade Perfeita. - a tosse rouca atrapalhava a fala, mas o homem prosseguia. - Mas também dizem que se esqueceram de nós. Dizem que nós fomos esquecidos por todo um povo. - o homem olhava com vigor para as pessoas. - Lá onde moro, existem pessoas de todo o tipo, doentes, pobres, velhos, novos, crianças, negros, brancos, orientais e mesmo sendo tão diferentes estamos todos juntos. Dizem que nossas mazelas são porque usurparam o nosso direito de viver, usurparam nosso direito de ser feliz e dizem que estamos fadados a um fim tenebroso. - disse o homem com calma. - Vim como mensageiro, mas vim contra todos os meus irmãos, vim sozinho para buscar a terra da felicidade. Para lembrar vocês e para buscarmos todos uma solução, para que vocês possam nos ajudar.
Admiração e espanto cobriram a população daquela cidade, mas não era o homem maltrapilho que estava na frente de todos, não foi a criança que parou a polícia, mas foi que algo estranho havia acontecido, eles não sabiam o que. Parecia que faltava mais alguma coisa entre eles, mas ninguém sabia o que era, não havia como saber e nunca entenderiam. Passaram-se minutos até que alguém falasse e a fala saiu rouca e fraca.
Quem olhasse do alto aquela cidade naquele dia, veria que ela já não brilhava tanto quanto antes, mas o mundo inteiro estava salpicado de centelhas brilhantes, como se estrelas brilhassem em todo o globo.

O Dia em que não houve notícia

Certo dia os televisores dos habitantes daquele país ligaram e não houve notícia. Não houveram acidentes, mortes, assaltos, seqüestros, nascimentos, não houve nada que merecesse atenção da população. Simplesmente o apresentador do jornal desejou bom dia e nada mais disse, olhou somente para a câmera durante aquela hora com uma cara sem expressões. Na verdade a redação do jornal estava parada, não houve serviço naquele dia.
As pessoas na rua andavam, mas sem rumo, comiam, se vestiam, conversavam e faziam coisas que habitualmente qualquer cidadão daquela sociedade fazia, mas faziam tudo que faziam sem nenhum motivo e sem nenhuma conseqüência importante.
As bancas de jornal funcionaram normalmente, é claro. As pessoas compravam exemplares fresquinhos em branco. Somente o título do jornal e a data vinha na parte superior do jornal, mas ninguém se perguntava a razão pela qual aquilo estava daquela forma. As rádios tocaram música somente, até mesmo aquelas que “tocavam notícia” não tiveram uma notícia ao menos. O fenômeno passava por todos e ninguém se tocava. Não questionaram, não perguntaram, não se estarreceram, não fizeram nada contra aquilo que [não] acontecia, apenas viram passar diante deles todos os [não] acontecimentos.
Chegou a hora do almoço, saíram as mesmas multidões do centro da maior cidade do país, como sempre saíam inexoravelmente ao meio dia de todos os dias dos trezentos e sessenta e quatro dias do ano, foram aos bares, restaurantes, lanchonetes e fizeram seu horário do almoço como sempre, sem se impressionarem que os âncoras do maior telejornal vespertino do país não falassem uma palavra, não deram uma única chamada, não abriram a boca, não mudaram expressões do rosto, apenas se via a cada intervalo de minutos [que interessantemente já tiveram paciência de medir a média e chegaram ao número de 7 minutos] o comercial, o momento mais aguardado do dia, aquele em que impreterivelmente olhariam como num ritual mágico todos os presentes para o anúncio do produto mais novo, da novidade mais aguardada, do melhor produto do último século, daquele que mudaria todas as nossas vidas. Passados os intervalos de 30 segundos de cada comercial e de volta o noticiário cada pessoa voltou á conversa e á comilança. Terminou aquela hora sagrada e cada um voltou aos seus respectivos postos nas empresas.
O dia passou sem nenhuma novidade na vida das pessoas, nem alta, nem queda da bolsa, sem crises hipotecárias nos EUA, sem crimes do colarinho branco, muito menos prisões escandalosas da Polícia Federal, nenhum fato extraordinário que pudesse mudar a vida de todas as pessoas. O sol baixou-se atrás da enorme cortina de fumaça no céu e prosseguiu seu rumo como em todos os dias dando lugar a uma lua cheia gigante num céu estrelado. Arrumaram-se todas as malas, trancaram-se todos os armários, as mesas e escrivaninhas foram organizadas e a caminhada de todos os dias e o trajeto de todas as conduções foi feito no empurra-empurra diário, nas encoxadas e num desafio de Física que Isaac Newton se reviraria no túmulo. É possível ter dois corpos no mesmo lugar ao mesmo tempo? A Física Quântica Metropolitana resolve isso todas as manhãs e tardes em todos os dias do ano!
Em casa os televisores ligavam no maior telejornal do país inquestionavelmente ás 8 horas da noite. Os mais conhecidos apresentadores do país esboçaram um simples sorriso e disseram o “Boa noite” habitual [do qual segundo recentes pesquisas confirmam que 70% da população responde ao cumprimento com outro “Boa noite”] e mantiveram a cara de inexpressão durante aquela hora inteira, não falaram, não tossiram, não espirraram, não tiveram acesso de soluço, a lente não saiu do lugar [o telepronter não passava palavra alguma]. Terminou o jornal e a novela começou, todos sentaram pressurosos em frente á televisão e viram atentos á vilã cometer mais uma de suas incríveis maldades e sair ilesa de qualquer tentativa da mocinha de impedir que essa roubasse seu marido. Terminou também a novela, os televisores foram desligados um a um, os casais puseram as crianças nas camas, as camas dos casais foram arrumadas para que estes dormissem e no céu até mesmo a lua passou incólume, sem nada que impedisse seu trajeto noturno.
Amanheceu e mais um dia surgiu, comum como todos os outros, mas desta vez voltaram ás chamadas da manhã a violência, as novidades e as bonanças como se o dia anterior não houvesse existido. O trabalhador, a dona de casa e as crianças também não repararam nisso e seguiram seu dia lindo e feliz calmamente como sempre.